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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Top 12 - As Melhores Leituras de 2016

1. Memorial do Convento

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2. Sozinhos na Ilha

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3. O Homem Pintado

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4. Na Sombra da Vida

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5. A Fúria dos Reis

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6. O Despertar da Magia

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7. A Tormenta de Espadas

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8. Lua de Sangue

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9. Fragmento

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10. Sky Key

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11. O Aprendiz

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12. Duplo Crime

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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Um Pouco do que Portugal tem de Bom...

Memorial do Convento

Nº de páginas: 400
Autor: José Saramago
Sinopse: «Um romance histórico inovador. Personagem principal, o Convento de Mafra. O escritor aparta-se da descrição engessada, privilegiando a caracterização de uma época. Segue o estilo: "Era uma vez um rei que fez promessas de levantar um convento em Mafra... Era uma vez a gente que construiu esse convento... Era uma vez um soldado maneta e uma mulher que tinha poderes... Era uma vez um padre que queria voar e morreu doido". Tudo, "era uma vez...". Logo a começar por "D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto de sua mulher, D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa a até hoje ainda não emprenhou (...). Depois, a sobressair, essa espantosa personagem, Blimunda, ao encontro de Baltasar. Para a nossa memória ficam essas duas personagens inesquecíveis, um Sete Sóis e o outro Sete Luas, a passearem o seu amor pelo Portugal.


MyOpinion: Ok, sendo sincero, não sou fã de literatura portuguesa, mas, sendo ainda mais sincero, adorei este livro, o estilo próprio do autor, o sarcasmo e ironia lidos em casa frase que no final de um parágrafo fazem a mais bem construída crítica social a uma sociedade moderna refletida numa época passada onde nem tudo era assim tão diferente e onde a suposta religião, a nobreza e os próprios reis são alvos das principais criticas de Saramago que, mesmo apontado, por vezes, o dedo, faz do povo o seu herói.
Com personagens bem caracterizadas, as que para mim se mais se realçaram e que mais gostei foram Baltasar Sete Sóis e Blimunda Sete Luas, um casal que se apaixonou com um simples olhar e que representa o amor verdadeiro, algo inóspito naquela época colocando-se do outro prato da balança fazendo peso contra o amor contractual de D.João com D. Maria. Ele ex guerreiro maneta e ela mulher que consegue ver o interior das pessoas e colher as vontades vão nos levar por vários capítulos a conhecer um pouco do Portugal de outrora, ao mesmo tempo que se revela um pouco dos podres secretos aos olhos de todos que passam dentro de uma religião doente e políticas caprichosas...
Bem, aconselho a ler vivamente. Espero ler muito mais deste autor, e acho que a próxima leitura será o "Ensaio sobre a Cegueira" que, por acaso, já vi o filme e achei bastante interessante.